Caio chorava como uma criança, que havia perdido o brinquedo que mais gostava,ele tinha à visto partir da maneira mais trágica que alguém pode ir.E queria agora poder voltar a traz e mudar tudo aquilo e traze-la de volta, ele agora sentia que mais do que nunca ele precisava dela,e mesmo que não fosse ali pertencendo a vida dele,ele precisava dela.Mas ela não estava mais ali,ele à havia feito partir da maneira mais trágica e cruel e para sempre sabia que agora não tinha mais volta,não tinha como desfazer o que ele tinha feito.E isso era o que mais doía,ele tinha se arrependido pela primeira vez, e ele sabia que dessa vez ele não podia voltar a trás,mesmo que ele desejasse isso muito.
Eles se conheceram em um jogo de vôlei,digo ele conheceu ela,ela não notou ele em meio aqueles à tantos torcedores.Aquele dia era especial para Marina,estava realizando seu sonho de jogar oficialmente pela primeira vez em um time de renome internacional.Ela era apaixonada por vôlei,e arrasava nas quadras.Todas a acharam espetacular,ela chamava mesmo a atenção por jogar tão bem.O encontro oficial entre os dois acontecera mesmo só no outro dia,ele era filho do treinador,e pedira ao pai para ir assistir aos treinos,no começo o pai estranhou ele nunca tinha pedido isso a ele,mas no final acabou cedendo.Ele ficou a observando o tempo todo e no final foi procura-la.
__Você joga muito bem,tem futuro no vôlei.
__Obrigada,ainda estou aperfeiçoando,mais tem gente muito melhor que eu.
__Ah,mas elas com certeza,não são tão cativantes quanto você.
Ela sorriu.
__E nenhum outro treinador tem um filho tão bobinho, quanto o seu pai!
__Vamos tomar um sorvete ?
__Não posso, engorda, você sabe as normas ne.Mas vamos lá acho que só por hoje não vai ter tanto problema.
Eles saíram para tomar o sorvete,se divertiram muito,deram altas risadas.E depois daquele dia,ele só não aparecia aos treinos,se tivesse algo extremamente urgente para impedi-ló de ir.Ela gostava de vê-ló ali a admirando,até achava um pouco engraçado, ele ali parado com os olhos vidrados nela.Ele sentia nela uma segurança enorme,ela sempre era tão guerreira,estudava tirava notas boas,e ainda consegui dar conta dos treinos tão puxados,ela estava sempre se esforçando.Ele á admirava,e vivia cantando ela.Ela não percebia ou ao menos fingia que não percebia.No aniversário dela,o time preparou uma festa surpresa e ele também foi.Foi lá que eles deram o primeiro beijo,ela ficou porque o achava bonito atraente e só,ele porque era fascinado com ela,era até um pouco obsessivo.Depois de uns meses e muita insistência da parte de Caio,Marina aceitou o pedido de namoro.Mas logo aquele fascínio todo dele,passou a obsessão pura, ele não conseguia vê-la ali sendo admirada por todos,era um sentimento de posse o que ele sentia,ele a queria somente para ele,e começou a afasta-la de tudo.E ela não aceitava isso,sempre fora tão livre,tão independente e ele queria prende-la em uma gaiola.Terminaram.Ele prometeu que iria parar com toda aquele obsessão.Voltaram.E ele continuava do mesmo jeito, fazia pressão falava que iria destruir a carreira dela,não a queria longe dele,e a prendia aprisionava.E ela foi ficando amargurada.Terminaram e dessa ela tinha decidido,era definitivo ele poderia fazer o que quisesse,ela não voltaria para ele.E ele fez muita coisa,tentou destruir a carreira dela,a ameaçou,tirou toda aquela estabilidade que ela tinha.Ela não aguentava mais toda aquela pressão.Á encontraram morta.Havia se suicidado.Era ele quem tinha tirado a vida dela,ela tinha pedido tanto para ele parar com aquela obsessão.Mas não ele a queria só para ele,e agora não a teria mais,nem longe nem perto,de uma certa forma se sentia o assassino,mesmo sem ter matado o corpo físico,ele sabia que a mente dela era ele quem havia destruído.E naquele momento ele também, acabou se matando por dentro,não tinha mais como voltar atrás, e agora nada mais fazia sentido.Mas uma coisa,ela tinha ensinado á ele: As pessoas não são objetos de posse de ninguém, e por mais que desejamos rete-las para sempre em nossa vida,um dia elas vão embora de qualquer maneira,só temos que evitar que seja nossa a culpa dessa pessoa ir embora,porque se for assim,acaba que uma parte da gente também vai com ela!
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